Simulador CLT vs PJ
Compare o líquido CLT (com 13º, férias e FGTS) com uma proposta PJ no Simples Nacional (Anexos III/V, fator R) e veja qual regime rende mais — grátis, sem cadastro, e o resultado é compartilhável por link.
PJ rende mais: R$ 1.429,77 a mais por mês (19,3%), já contando 13º, férias e FGTS no lado CLT.
CLT
- Líquido mensal
- R$ 6.040,64
- Pacote anual
- R$ 88.946,71
Salário brutoR$ 8.000,00
Remuneração mensal acordada em carteira, antes dos descontos.
INSS−R$ 921,51
Contribuição previdenciária do empregado: tabela progressiva de 7,5% a 14%, limitada ao teto de R$ 8.475,55.
IRRF−R$ 1.037,85
Imposto de renda retido na fonte, já com a isenção até R$ 5.000 e a redução parcial até R$ 7.350 da Lei 15.270/2025.
13º salário (líquido) · por anoR$ 6.040,64
Um salário extra por ano, tributado em separado com as mesmas tabelas de INSS e IRRF.
Férias: terço constitucional (líquido) · por anoR$ 1.885,06
No mês de férias você recebe o salário + 1/3; aqui entra só o acréscimo líquido do terço.
FGTS · por anoR$ 8.533,33
8% do salário depositados todo mês pelo empregador (também sobre 13º e férias). É seu, mas o saque é condicionado (demissão sem justa causa, casa própria etc.).
PJ
Anexo III · fator R 28% · pró-labore de R$ 2.800,00
- Líquido mensal
- R$ 8.842,00
- Pacote anual
- R$ 106.104,00
Faturamento brutoR$ 10.000,00
Valor bruto faturado por mês pela sua PJ (nota fiscal emitida).
DAS — Simples Nacional (Anexo III)−R$ 600,00
Guia única do Simples: alíquota efetiva de 6,00% no Anexo III para este faturamento (fator R de 28,00% — folha ≥ 28% da receita leva ao Anexo III, mais barato).
INSS sobre o pró-labore−R$ 308,00
Como sócio, você é contribuinte individual: 11% do pró-labore, limitado ao teto do INSS. A parte patronal já está dentro do DAS.
IRRF sobre o pró-labore−R$ 0,00
O pró-labore é tributado como salário no IRRF (a distribuição de lucros permanece isenta até R$ 50 mil/mês).
Contador−R$ 250,00
Honorários mensais da contabilidade — obrigatória para PJ fora do MEI.
CLT ou PJ: como comparar do jeito certo
Comparar o salário CLT com o faturamento PJ "de cabeça" quase sempre dá errado, porque os dois números não são da mesma natureza. O pacote CLT vai além do salário: FGTS (8% depositados todo mês), 13º salário, férias com 1/3 e benefícios como VR/VA e plano de saúde. Já a PJ paga DAS (a guia do Simples Nacional), INSS e IRRF sobre o pró-labore e contador — e não tem 13º nem férias remuneradas.
Vale a pena virar PJ?
Depende do valor da proposta e do seu regime tributário. Como regra de bolso em 2026, uma proposta PJ no Anexo III do Simples costuma compensar quando o faturamento é ao menos 25–40% maior que o salário CLT equivalente — mas a conta muda com benefícios, dependentes e pró-labore. É exatamente essa conta que o simulador acima faz, imposto por imposto.
O que é o fator R?
É a razão entre a folha de pagamento (na prática, o seu pró-labore) e a receita da empresa. Se a folha for 28% ou mais da receita, serviços de tecnologia são tributados pelo Anexo III (a partir de 6%); abaixo disso, caem no Anexo V (a partir de 15,5%). Por isso, muitas vezes vale ajustar o pró-labore para cruzar os 28% — teste os dois cenários no simulador.
De onde vêm os números
Tabelas vigentes em 2026: INSS progressivo (7,5% a 14%, teto de R$ 8.475,55), IRRF mensal com a isenção até R$ 5.000 e redução parcial até R$ 7.350 (Lei 15.270/2025) e Simples Nacional Anexos III e V (teto de R$ 4,8 milhões/ano). O cálculo roda no seu navegador e nenhum dado é enviado ou armazenado.